Quinta-feira, Dezembro 14, 2017

Uma nova poderosa banda com um conceito único de performance ao vivo. Apesar de nascer em Viseu, a Expresso Cool é constituída por quatro elementos internacionais. Quarto músicos de excelência com carreiras distintas e projetos à parte. Unidos pelo gosto de “música de qualidade”, criam este projeto no início de 2015 juntando diferentes estilos musicais, tais como jazz, blues, funk, samba, rock e world music.

Toda esta mistura explosiva tem a sua explicação. Vin-do de três cantos do mundo: Portugal, Brasil e Bulgária (Litos Dias – baixo elétrico, André Zumckeler – guitarra elétrica, Filipe Lapa Monteiro – bateria e Sílvia Mitev – vocais) e com percursos bastante variados, certamente trazem imensa diversidade e peso cultural neste projeto.

Stadrards de jazz e blues dos anos 30, 40, 50 e 60; funk dos anos 60 e 70; evergreens de rock português dos anos 70 e 80; eternos êxitos de samba como os do Tom Jobim; morna de Cabo Verde; world music; bem como hits da música atual… Compositores e interpretes como Etta James, Ella Fitzgerald, Stevie Wonder, Elvis Presley, Tina Turner, James Brown, Ray Charles, Wild Cherry, Bob Marley, The Doors, U2, Police, Jafumega, GNR são só alguns exemplos do amplo repertório da banda Expresso Cool.

LITOS DIAS – (BAIXO ELÉTRICO) é natural de Chaves, Portugal. A sua paixão pela música surge aos 13 anos, quando começa a ter aulas de viola. O baixo elétrico entra na sua vida aos 15 anos como autodidata e posteriormente começa a estudar o instrumento. Licenciado em Educação Musical, mais tarde estuda com o baixista Pedro Lemos, atualmente estuda Jazz com o baixista Pedro Barreiros na Escola de Jazz do Porto. O seu percurso musical começa desde as garagens a tocar com os amigos, até aos grandes palcos nacionais, tocando com vários artistas do panorama musical português.

ANDRÉ ZUMCKELER (GUITARRA ELÉTRICA), nascido em São Roque (estado de São Paulo), Brasil, começa a tocar guitarra por hobby aos 7 de idade e alguns anos mais tarde frequenta o conservatório/centro cultural de Brasital (em São Roque) com vocação – guitarra clássica. Entra no curso de guitarra eléctrica aos 16 anos com diversos mestres e professores de vários estilos musicais, blues, rock, jazz, etc. de guitarra eléctrica com diversos professores de vários estilos musicais, blues, rock, jazz etc. Tendo já uma vasta experiência, acompanhou diversos músicos no Brasil e em Portugal, participou em inúmeros projetos musicais e culturais. Atualmente para além de músico de performance é professor de guitarra eléctrica e guitarra clássica nas escolas Mozart em Viseu, aonde dá aulas há mais de 10 anos, e com uma experiência de mais de 15 anos como professor em Portugal e no Brasil.

FILIPE LAPA MONTEIRO (BATERIA) Desde muito cedo e por influência do seu pai (o músico Lapa Monteiro), desde muito cedo que integra e participa nos mais diversos projetos musicais. Na sua Formação Musical Inicial passa por diversas aulas particulares e estuda durante 2 anos Piano no Conservatório de Música de Leiria. Formado pela Escola Profissional de Artes da Beira Interior com o Curso de Instrumentista Profissional, na Classe de Percussão (das Profsa Fátima Juvandes e Isabel Silva), conclui o Curso em 2006 com nota de 18 Valores. Ao longo deste período estudou e trabalhou com alguns dos melhores professores nacionais nomes como: Eduardo Lopes, Mário Teixeira, Miguel Bernard, Pedro Carneiro, bem como a participação em inúmeros Workshops e Master Class administradas por grandes músicos nacionais e internacionais. Mantendo sempre a sua aproximação à bateria, integrou diversos projetos culturais tais como: Orquestra APROARTE, Orquestra Sinfónica da Beira Inteiror, Orquestra de Sopros da EPABI, Grupo de Percussão da EPABI, pelos quais realizou inúmeros concertos pelas principais salas de espetáculos do país. Atualmente por Viseu, mantém ativa a sua maneira de olhar e interpretar o instrumento, pondo em prática toda a sua vivência de 25 anos musicais.

SÍLVIA MITEV (VOCALISTA) é natural de Shumen, Bulgária. O seu gosto pela música surge ainda de criança, tendo sido influenciada pelo seu pai (também cantor e músico profissional). Aos 10 anos de idade começa a frequentar o curso de teclas, formação vocal e solfejo no conservatório da sua cidade natal. Entre música e viagens pelo mundo inteiro, passa uma grande parte da sua infância consciente em Lobito, Angola e os 5 anos de vida em África marcam para sempre esta alma ainda muito jovem. Assim cria o gosto pelas músicas e culturas do mundo. Ao longo dos seus estudos de samba, jazz e evergreens mundiais, aos 15 anos torna-se teclista e backing vocalista de uma banda de música alternativa na Bulgária. Radicada em Portugal já há mais de 15 anos, licenciou-se em Turismo pelo IPV e pós-graduada em Gestão de Recursos Humanos pelo ISLA. Posteriormente regressa aos estudos musicais dedicando-se a Canto Jazz e Improvisação. Desde os primeiros dias em Portugal apaixona-se pela música mais típica de Portugal – o Fado, onde tem uma carreira internacional a solo (com nome artístico Sílvia).

Apesar de “ainda muito jovem” a banda Expresso Cool rapidamente está a conquistar o mercado nacional com inúmeros concertos espalhando a sua área de atuação de Viseu e arredores para o país inteiro. Neste momento, estão a trabalhar no seu primeiro original, tal como a organizar a sua primeira digressão internacional em 2016/2017 começando pela Europa de Leste, apresentando o seu magnífico trabalho em vários festivais de jazz e músicas do mundo.

Tiago Miguel Félix Santos – Guitarra Portuguesa – Tiago Santos, começou a tocar guitarra portuguesa com apenas 16 anos é atualmente guitarrista profissional e professor nas escolas Mozart em Viseu. Entre os jovens intérpretes, como um dos instrumentistas mais requisitados no acompanhamento de fadistas da zona de Viseu e arredores. Embora resida em Viseu, já pisou palcos de Norte a Sul de Portugal, teatros e coliseus, e atua frequentemente no estrangeiro (Espanha, França, Suiça, Holanda, Polónia, Bulgária, etc…)

Nascido em Lisboa e com raízes na música, desde cedo abraçou esta arte através de vários estilos musicais – Folclore, Tunas Académicas, Bandas alternativas e Fado – tem-se dedicado à prática, ensino e estudo da guitarra portuguesa, tendo a versatilidade de acompanhar os estilos de Coimbra e Lisboa.

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Tiago Santos aprendeu a tocar guitarra portuguesa como autodidata.

Revê-se nos estilos dos grandes guitarristas Carlos e Artur Paredes, Armandinho, Fontes Rocha, José Manuel Neto e tem vindo a aprimorar o seu estilo com o Mestre contemporâneo Custódio Castelo. Praticante de vários instrumentos de corda como guitarra, bandolim, cavaquinho, entre outros, é no fado e na guitarra portuguesa que se destaca.

Para além de integrar grupos como “7 Torres”, “Brisa Beirã” e “Fado em Si”, é guitarrista freelancer acompanhando nomes como Sílvia, Mara Pedro, Ana Laíns, Dina Pinto, Cristina Nóbrega, entre vários.

Ainda muito jovem deu início ao seu percurso profissional acompanhando diversos artistas nas noites de fado. Foi neste ambiente que a sua interpretação ganhou amadurecimento e estilo muito próprio de interpretação. Aos amantes do fado moderno e tradicional, estejam atentos a esta nova revelação.

Francisco Cappelle é músico, compositor e intérprete.

Tem dezenas de músicas onde expressa ao mundo o seu coração e a sua alma de eterno sonhador.

Francisco é viseense e há quem se lembre de o ver tocar com uma banda de norte a sul do país há alguns anos atrás. Um dia parou… Um dia deixou a sua racionalidade falar mais alto e achou que poderia viver sem a música, que podia viver com um emprego das 9h às 18h como quase toda a gente, mas a verdade tornou-se dura ao provar de que ele apenas consegue ser feliz através da música.

O regresso anunciado é em Janeiro de 2016, o regresso de um músico para quem esta paragem foi sinónimo de crescimento e maturidade. Hoje considera ter outro perfeccionismo e uma vontade renovada de levar uma mensagem ao mundo através das suas músicas.

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Francisco Cappelle volta em versão acústica, a solo, sendo que a possibilidade de uma banda não está posta de parte. Aquilo que sente é uma enorme vontade de ser feliz, como só a música o poderá fazer.

Sente saudades de cantar, de interagir com o público, de sentir que o que compôs e canta faz sentido no coração de quem escuta. A vida para Francisco Cappelle não se concebe de outra forma senão passando por aquilo que sabe fazer de melhor: a música. As melodias, de Francisco Cappelle, essas, são desfiles de sons que apelam ao coração e que se conjugam para pintar as silhuetas da imaginação e em perfeita harmonia, culminam no explodir de refrões vibrantes.

A simplicidade, tão complexa da música de Francisco Cappelle, aquece os corações frios, dos dias de Inverno.

Boaventura Malenga nascido em Novembro de 1996, conhecido pelo nome artístico Libero, é um rapper e produtor musical Angolano. Natural de Nova Lisboa (Huambo) passa toda a sua infância em Luanda com os seus Pais.

Aos 12 anos muda-se para o Huambo onde passa a viver com a sua irmã. Nesta cidade Libero desperta para o Rap influenciado por: Valete, Kid MC, Kendrick Lamar, Halloween J. Cole e pelo seu irmão mais velho Salomão Malenga, também ele rapper com nome artístico Marley Jackson.

A música passa assim a fazer parte da sua sua vida.

Aos 16 anos decide concretizar os seus sonhos e junta-se a Mauro Dallas a Poetic Life e em 2013 lança o seu primeiro trabalho a solo, a mixtape intitulada “Jinchurick do Rap” com a participação de toda a Poetic Life.

Em 2014 muda-se para Portugal, Viseu onde trabalha com a editora Power Hits Production estando já o próximo trabalho em fase de preparação.

Os Híbridos foram criados para facilitar o seu dia-a-dia.

Quando o primeiro Híbrido Toyota chegou à estrada algumas pessoas pensavam que um carro com dois motores fazia apenas parte do futuro. Agora, apenas duas décadas depois, os Híbridos Toyota passaram a acompanhar as histórias de mais de oito milhões de pessoas por todo o mundo.

O que é um Híbrido?

Poupa combustível, reduz as emissões, gera a sua própria energia… quando uma tecnologia lhe oferece tanto, pode pensar que os Híbridos são uma tecnologia um pouco complicada. Mas não é verdade! Os Híbridos Toyota foram desenhados para facilitar a vida de quem os usa. Vida facilitada com um Híbrido.

O dobro da potência, o dobro do divertimento

Os nossos modelos Híbridos reúnem dois motores: um a gasolina e outro elétrico. Esses dois motores trabalham em conjunto para fornecer mais potência, sempre que necessário. Se precisar de uma performance extra basta pressionar o botão “Power” e desfrutar do passeio.

Aceleração: Ambos os motores fornecem energia ao veículo para oferecer o máximo desempenho.
Desaceleração e travagem: O sistema recicla energia cinética para carregar a bateria.
Ultrapassar: Ambos os motores fornecem energia ao veículo para oferecer o máximo desempenho.
Paragem: Ambos os motores são automaticamente desligados para que não se desperdice energia enquanto a viatura se encontra parada.
Economizar o combustível: Não é segredo que, na maioria dos automóveis, a condução na cidade aumenta os custos com a gasolina. Os Híbridos Toyota, não se comportam como a maioria dos carros. Para começar, eles reciclam energia e têm dois motores – um a gasolina e outro elétrico – uma combinação perfeita que oferece números incrivelmente baixos como o consumo de 3.3 litros de gasolina aos 100km. Números estes que podem ser ainda mais reduzidos conduzindo em Eco Mode. Se pretende eliminar totalmente o consumo basta selecionar o EV-Mode, carregar com calma no pedal e não gastará nada enquanto acelera até aos 50km/h.
Um sentimento de tranquilidade: Quando aciona o EV-Mode num Híbrido Toyota, vai notar algo de especial – nada! O silêncio e a tranquilidade do motor é algo que tem que experimentar para poder acreditar. O EV-Mode emite zero emissões e produz uma condução extremamente suave.
Emissões reduzidas: A união perfeita entre os motores a gasolina e elétrico faz com que um Híbrido Toyota emita apenas 75g de CO2 por km, valores incrivelmente baixos para um carro familiar. Quando se conduz em EV-Mode, é possível acelerar dos 0 aos 50km/h sem produzir qualquer emissão. Existe mais CO2 num balão. Descubra mais viagens com zero emissões.

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Encontre no Prius Plug-in, um carro com todos os benefícios dos nossos modelos Híbridos, mas com uma distância de percurso ainda mais extensa para mais viagens com zero emissões.

“É um artesão, que se dedica apaixonadamente à arte de trabalhar a madeira, entregando-lhe beleza e funcionalidade.”

Rui Manuel Monteiro é um apaixonado pela arte de talhar e trabalhar a madeira e desde cedo que se revelou bastante hábil na área manual.

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É natural de Luanda e desde os 14 anos que reside em Viseu, onde exerce a sua atividade profissional na área da formação, em simultâneo com as suas criações artísticas.

O primeiro projeto com impacto foi realizado enquanto estudante da escola Grão Vasco, na projeção e execução de um carro para as Cavalhadas de Vildemoinhos, uma tradição secular da cidade de Viseu, com o qual saiu vencedor em 1975, com o tema “Viseu no ano 2000”. Desde aí, que desenvolve e executa vários projectos criativos na difícil arte de talhar a madeira.

Um dos projectos que mais aliciou e desafiou o artista foi a realização da maquete de um centro educativo, onde foi formador. Este trabalho artístico iniciou-se com a visualização da imagem aérea do local que o motivou e levou à construção de uma maquete feita em madeira de pinho.

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Rui Manuel Monteiro tem a facilidade de criar peças através de imagens e de manusear a madeira para qualquer finalidade. É essa paixão que o levou a desenvolver trabalhos para diversas finalidades, desde troféus, decoração, mobiliário, expositores, utilidades a partir de paletes, transformação e aproveitamento de materiais e maquetes de edifícios, jardins sensoriais, etc.

Rui não tem qualquer formação superior, tem sim, carteira profissional de marceneiro e de formador. É um artesão, que se dedica apaixonadamente à arte de trabalhar a madeira, entregando-lhe beleza e funcionalidade. Todos os seus projetos e obras são criações exclusivamente suas, provenientes de uma inspiração baseada no seu amor pelo seu trabalho.

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Actualmente tem como ambição: conseguir uma carrinha antiga e transforma-la toda em madeira, aproveitando apenas o equipamento necessário para funcionar.

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Rui Manuel Monteiro é um artista incormormado e inquieto que vive à procura de novos desafios. Fica aqui o contacto para que seja você o próximo a desafia-lo.

Rui Manuel Monteiro: ruimtom@gmail.com

Ficha Técnica

Nome: Nuno Vaz / Idade: 41 anos / País: Noruega / Cidade: Kongsberg Desde 2009

UMA MÚSICA: “Ágætis Byrjun” De Sigur Rós

UM LIVRO: The Innovator’s Dilemma” De Clayton M. Christensen

UM PRATO: Sushi

COMO É QUE TUDO COMEÇOU? O QUE O FEZ FAZER AS MALAS E DEIXAR VISEU?

A saída de Viseu ocorreu em 1992 quando fui estudar para o Porto. Uma vez concluído o curso, continuei a residir e trabalhar na área metropolitana do Porto.

No início de 2008, ao constatar um abrandamento das expectativas relacionadas com a evolução da Construção Civil em Portugal, comecei a procurar alternativas no estrangeiro.

Alguns colegas meus já começavam a receber propostas de expatriação na Europa de Leste, Norte de África, Angola e Brasil. Como havia essa tendência das empresas Portuguesas para Leste e Sul, foquei a minha atenção para o Norte da Europa.

Participei em sessões de apresentação do IEFP/EURES, relacionadas com a Noruega e a Finlândia. Mais tarde, recebi propostas de trabalho para a Noruega e Finlândia, das quais optei por uma multinacional com representação na Noruega.

O QUE FAZIA AQUI EM PORTUGAL? E ATUALMENTE QUAL É A SUA ATIVIDADE PROFISSIONAL?

Em Portugal desenvolvia actividade como Engenheiro Civil, na área de projecto e fiscalização relacionados com Construção Civil. Em 2008, desempenhava funções de coordenador de projecto, com particular incidência no de domínio das estruturas.

Actualmente, continuo na mesma empresa que me levou para a Noruega, a FMC Technologies, que concebe, fabrica e vende sistemas de extracção submarina de petróleo e gás. Sou responsável pelo grupo de simulação e cálculo de estruturas e tubagem do departamento onde trabalho.

COMO FOI A ADAPTAÇÃO, QUAIS FORAM AS PRINCIPAIS DIFICULDADES AO CHEGAR À NORUEGA?

Foi misto entre deslumbramento e adversidade. Como chegámos em Janeiro, havia um certo encanto da paisagem e cidade nevadas, do género típico conto de Natal. Mas logo na semana seguinte, a temperatura desceu aos trinta graus negativos! Existiram uma série de rotinas que rapidamente passaram a fazer parte do quotidiano, como por exemplo, ter de limpar a neve da noite anterior para conseguir sair de casa; ou o hábito de deixar os sapatos à entrada de casa, principalmente quando se entra na casa dos outros. Dada a instabilidade do clima, e dos longos períodos de chuva/neve, não se deve estar à espera do bom tempo para vir passear para a rua. Os Noruegueses têm um ditado: “Não existe mau tempo, apenas má roupa.” Obviamente a língua é uma grande barreira, apenas atenuada graças ao facto que praticamente todos os Noruegueses serem fluentes em Inglês. Dada a latitude da região, a diminuição da duração e intensidade da luz do sol entre os meses de Novembro e Março provoca alterações no bioritmo. Nos primeiros anos, era normal sentir-me bastante cansado às 20h visto que já era de noite desde as 15h. Claro que durante o Verão é precisamente o oposto com o sol a pôr-se às 24h e a nascer às 3h.

Em termos de sociedade a adaptação foi bastante fácil visto que os Noruegueses são simpáticos e acolhedores, com uma cultura semelhante à nossa. A boa organização das instituições públicas permite uma rápida inclusão dos trabalhadores estrangeiros na sociedade. No geral, o bom funcionamento das infra-estruturas leva a que não se sinta muita diferença comparativamente ao que estamos habituados em Portugal.

O QUE MAIS O SURPREENDEU NA NORUEGA? O QUE MAIS GOSTA NESSE PAÍS?

O equilíbrio oferecido entre a vida profissional e vida familiar, e as condições (não só do ponto de vista de remuneração) que são oferecidas aos funcionários das empresas. Para um Norueguês, o trabalho é uma parte importante da vida, mas não a mais importante.

Existe um enorme respeito pelo meio ambiente – a Noruega é o país no mundo, per capita, com o maior número de carros eléctricos e híbridos, sendo o seu consumo de electricidade maioritariamente suportado por barragens. Tem paisagens deslumbrantes, entre florestas, montanhas, lagos e fiordes, sendo um hábito nacional os passeios em família, ou entre amigos, pela natureza.

A REALIDADE DE KONGSBERG É BEM DIFERENTE DE VISEU, QUAIS AS PRINCIPAIS DIFERENÇAS?

Antes de mais, convém realçar que apesar de ser uma cidade (a 80km de Oslo), Kongsberg tem 25 mil habitantes (1/4 da população de Viseu), mais parecendo uma vila em Portugal.

É uma cidade que gravita em torno do parque industrial, cuja génese ocorreu com a exploração das minas de prata no século 17 e, posteriormente com a transição para a indústria de defesa e armamento no início do século 19. Actualmente, no parque industrial estão estabelecidas várias multinacionais de áreas de negócio da defesa, aeroespacial, marítima, petróleo e automóvel.

As principais atracções da cidade centram-se no festival de jazz na primeira semana de Julho e no centro de ski que funciona durante o Inverno. O resto do tempo, dada a sua localização entre montes, florestas e lagos, os tempos livres são passados em actividades no exterior (jogging, btt, caminhadas, ski cross-country, etc.).

Dada a pacatez (por vezes demasiada) e tranquilidade, é uma cidade excelente para disfrutar do binómio trabalho-vida familiar, onde as crianças têm um ambiente de grande descontracção. É comum ver crianças de 6 anos a irem a pé sozinhas para a escola, ou na companhia de outros amigos vizinhos.

A NORUEGA É UM PAÍS ENORME. JÁ TEVE OPORTUNIDADE DE CONHECER OUTRAS CIDADES?

Sim, desde a capital Oslo passando por várias cidades na costa sul e oeste. Ainda por visitar está a antiga capital Trondheim e, mais a norte (dentro do círculo Árctico), Tromsø onde se pode vislumbrar as auroras boreais entre Dezembro e Março.

No geral, é um país com paisagens deslumbrantes que variam entre os fjordes, florestas, montanhas e glaciares. Com uma área aproximadamente igual à Alemanha e apenas 5 milhões de habitantes (aprox. 12km2/habitante) é normal circular-se bastantes quilómetros em estradas no interior sem avistar qualquer casa ou construção.

PORQUE NÃO REGRESSOU ATÉ AGORA A PORTUGAL?

Até ao momento, na área de negócio em que trabalho, existem muito poucas empresas a trabalhar em Portugal e, as que existem, não possuem o nível de conhecimento e tecnologia que existe na Noruega.

A realidade/dinâmica laboral e as condições oferecidas pelas empresas Portuguesas ainda estão muito aquém do que é praticado na Noruega. A oportunidade/diversidade de desenvolvimento de carreira, flexibilidade nos horários de trabalho, as ferramentas disponibilizadas, o equilíbrio da profissão com a vida familiar e a remuneração ajustada à função desempenhada, são aspectos que as empresas na Noruega usam para motivar e, em simultâneo, reter os recursos nas suas organizações.

LONGE DE VISEU HÁ TANTOS ANOS, DO QUE SENTE MAIS SAUDADES?

Da proximidade e familiaridade da comunidade onde se está inserido. Quando a comunidade onde estamos inseridos está repleta de amigos e caras conhecidas, torna a vivência numa cidade como Viseu numa experiência muito agradável.

Há pequenos hábitos e rotinas que tendemos a ignorar, mas cuja experiência de uma cultura diferente como a Norueguesa, é reveladora de como são parte de nós.

COMO É VIVER NA NORUEGA? FORA A VIDA PROFISSIONAL O QUE MAIS GOSTA DE FAZER NOS TEMPOS LIVRES?

O ritmo de vida é bastante tranquilo, existindo mais tempo para disfrutar os tempos livres. Havendo uma comunidade de famílias Portuguesas em Kongsberg, é inevitável que a actividade mais comum seja o convívio entre amigos durante o fim-de-semana. Dada a envolvente natural, as actividades de tempo livre são igualmente repartidas com btt, caminhadas e prática de ski/snowboard.

PRETENDE VOLTAR UM DIA?

Sim, julgo que a minha experiência internacional e o conhecimento acumulado nesta área poderão dar um contributo a empresas nacionais nas áreas da energia e metalomecânica.

A pergunta que se coloca é quando? Julgo que uma vez alcançados os objectivos pessoais, e tendo desafios em Portugal onde possa colocar as minhas competências ao serviço do País.

Quem visita Viseu e a sua zona histórica encanta-se com as suas ruas e as memórias nelas contidas. A cada esquina que o visitante contorna surgem novas descobertas.

Quando a fome aperta e os meus amigos me perguntam onde se come bem na melhor cidade para se viver, tenho que responder:

Existe um estabelecimento entre a rua do Carmo e a rua Direita, ao fundo de um túnel com com um ambiente requintado mas simultaneamente informal aliado à gastronomia tradicional portuguesa: O Pateo.

O Pateo é um dos restaurantes mais apreciados da cidade de Viseu, como cliente reparo que os turistas que o visitam ficam agradavelmente surpreendidos com a sua cozinha e quando regressam à cidade fazem questão de voltar para saborearem os vários pratos. Muitas são as especialidades da casa, desde o bacalhau à moda da aldeia, o bitoque na caçarola, a grelhada terra e mar, o polvo dourado com migas, o espeto de lulas com gambas entre tantos outros. Estes podem ser acompanhados pela excelente selecção de vinhos do Dão e néctares do Douro e do Alentejo.

A decoração com as suas madeiras, cerâmicas, plantas, quadros e candeeiros transporta ao passado aqueles que o visitam.

Um restaurante que surpreende diariamente os seus clientes, quer pela qualidade e detalhe quer pelo acolhimento simpático.

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Falar do restaurante O Pateo sem referir o seu chef seria incompreensível. Miguel Pinto é a alma do Pateo, um profissional dedicado que ama o que faz.

Entrega toda a sua alma, recebe os clientes, gere as reservas, está ao balcão, faz compras, lida com fornecedores, enfim tudo faz para que o Pateo seja um espaço apreciado e valorizado.

Aos meus amigos sempre aconselho uma visita a este restaurante com a certeza de que apreciarão a típica cozinha beirã e que regressarão à cidade com vontade de repetir a experiência!

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Lemos Figueiredo

O Prémio Europeu Carlos Magno Juventude “tem como objetivo incentivar o desenvolvimento da consciência europeia entre os jovens, bem como a sua participação em projetos de integração europeia. É concedido a projetos levados a cabo por jovens. Visa promover a compreensão e o desenvolvimento de um sentimento comum de identidade europeia, e oferecer exemplos práticos de europeus que vivem juntos formando uma comunidade.

“O Prémio Europeu Carlos Magno da Juventude” é atribuído conjuntamente e anualmente pelo Parlamento Europeu e pela Fundação do Prémio Internacional Carlos Magno, de Aachen.

Valores do prémio

O prémio para o melhor projeto é de € 5000, o segundo, € 3000 e, o terceiro, 2.000 €. Como parte do prêmio, os três laureados finais serão convidados a visitar o Parlamento Europeu (em Bruxelas ou em Estrasburgo). Além disso, os representantes de todos os 28 projetos nacionais selecionados serão convidados para uma viagem de quatro dias em Aachen, na Alemanha. Os prémios para os três melhores projetos serão apresentados pelo Presidente do Parlamento Europeu e representante da Fundação do Prémio Internacional Carlos Magno, de Aachen.

Candidaturas em:

http://www.charlemagneyouthprize.eu/pt/new_form.html

Hoje é noite de “Smile Bandit” com os convidados especiais, LOS BANDIDOS, que nos trazem os melhores sons do House, Funk, Kizomba, Hip Hop, RnB, Reggae.

Los Bandidos são conhecidos pelos meninos dos sorrisos, espalham magia, proporcionando verdadeiras noites memoráveis.