Sábado, Janeiro 20, 2018
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Fazia-me confusão que lhe chamassem Contador e só muito tarde percebi o quanto o nome se adequava ao fim a que se destinava. De tudo o que de antigo tem… é surpreendente o tão actual que hoje é.

Desde pequeno que me lembro da minha avó ter aquele móvel na sala de estar. Hoje parece-me mais pequeno do que quando do alto (baixo) dos meus 5 anos me parecia chegar ao teto aquela peça esculpida num entrançado negro-dizem que foi moldado em pau preto…ou será pau santo. O Contador é um móvel “destinado a servir a actividade de contar”. É uma peça de desenho funcional tipicamente português  a que as colónias deram o aspecto e a consequente necessidade. Um contador tem geralmente dezenas de pequenas gavetas que serviam para guardar “dinheiro, valores ou documentos comprovativos de receita e despesa, notas de dívida e outros documentos de contas”.

Já naquela altura a imaginaçao explodia dentro de mim. Sempre imaginei ser um móvel carregado de segredos e nunca fui capaz de abrir uma gaveta que fosse. Nao sei o que lá se guardava. Em bom rigor nunca vi ninguém abrir uma daquelas gavetas.

É curiosa a forma como as exigências de organização contabilística de então originaram um móvel com tão apurada racionalidade. Afinal de contas nesses tempos o papel era a única forma de conferir a titularidade de bens. No limite do papel como bem quantificável, vem a nota, o tal dinheiro. Naquele tempovo tempo do lacre ocre valia, selava, comprometia e assegurava. Hoje os bites tomaram o lugar das folhas de papel soltas amareladas pelo tempo, ou das fotografias manchadas pela luz, ou dos livros encarquilhados pelas estações secas e húmidas. Já pouco é o que temos em papel e mesmo as “notas” estão ameaçadas pelo dinheiro electrónico a que chamam Bitcoin, mas o mais curioso é que se manteve o racional do principio organizativo do Contador das mil gavetas.

Hoje cada gaveta passou a ser uma pasta amarela num disco rígido dividido em gavetas/partições de um computador que ele próprio de tão pequeno cabe numa gaveta. Mudou o tempo, manteve-se a razão.

Geneticamente ou socialmente, fomos “educados” a conviver com espaços compartimentados. É aí que o nosso cérebro encontra ordem, é dessa forma que o nosso racional consegue etiquetar e armazenar conhecimento, experiência e lógica. Lidamos mal com o espaço amplo. Acho que sempre lidámos. Ao amplo chamamos caos, aos compartimentos chamamos ordem, ainda que por vezes criemos tantos compartimentos que acabamos por cair na compartimentação infinitesimal (cada compartimento guarda apenas uma coisa) que por sua vez volta a cair no caos pseudo-compartimentado. Talvez o espaço amplo nos retire os pontos referenciais que o nosso cérebro precisa para saber onde está!

Quem não tem no seu PC a famosa pasta chamada “outros”?

Ainda que o efeito final se mantenha o mesmo, a elevação de pontos fronteira é comum a todas as culturas. Em Portugal um compartimento de uma casa divide-se de outro por tijolo de oito…no Japão usa-se um biombo de papel. No final…fica a divisão…o compartimento, a gaveta.

O instinto animal revela-se por defeito possessivo. A necessidade de posse de área de um leão não é diferente da necessidade humana de delimitar o seu espaço seja ele de zona de conforto ou simplesmente zona de segurança. O mundo ainda não está preparado para fusões territoriais, culturais nem religiosas. A diferenciação individualizada garantida pela genética e pelo carácter de unicidade de cada um de nós leva-nos ao completo paradoxo de nós próprios: Sendo individuais temos a necessidade de nos agruparmos em grupos. No fundo não nos agrupamos pelo que não temos de diferente mas pelo critério das menores diferenças. Já que todos somos diferentes como indivíduos que somos por imposição genética, cada grupo é para nós,no fundo, o menos diferente dos grupos. É isso que nos permite aceitar que outros entrem na nossa gaveta e na gaveta do grupo.

Fica sempre um ponto fronteira. Existe sempre esse terrível ponto fronteira que define o que está do lado de cá e do lado de lá. A civilização não está preparado para assumir uma cultura infinita, uma cor infinita, uma raça infinita e uma religião infinita. Quando digo infinito quero dizer indiferenciável, quero dizer na plena aceitação da diferença como igual.

Não há dúvidas de que o ser humano caminha na direcção da fusão, mas a perfeita fusão só acontece na perfeita paz e na perfeita aceitação do conceito infinito que torna a diferença uma extensão do igual. Muito temos que evoluir até chegar lá…mas se os continentes se fragmentaram da Pangeia à 400milhões de anos, é impensável que possamos querer ter todas as fronteiras eliminadas numa única geração, ainda que a velocidade do mundo seja cada vez maior. No choque cultural existirão avanços e recuos numa espécie de movimento harmónico acelerado em que os avanços serão superiores aos recuos mas em que os recuos são inevitáveis como forma de captação da energia necessária ao próximo movimento.

Vamos virar o ano mais separados do que quando o iniciámos mas estamos cada vez mais perto do tal mundo de conceitos infinitos. A regressão antecede a aceleração e o ponto final será mais acima do que o ponto inicial. Chamam-lhe normalmente Esperança.

Esperamos que no futuro haja mais paz e mais tolerância à igualidade diferente. Provavelmente não será já em 2016…mas não nos cabe a nós estar por nós mas pelos que virão.

Cabe-nos ser menos egoístas sem deixarmos de ser justos, cabe-nos construir mais valores que incorporem os valores de outros, e cabe-nos respeitar aquela diferença ao ponto que a mesma caiba na nossa gaveta e não na pasta a que chamamos de “outros” como podíamos chamar de “lixo” ou de “tudo o que não sei onde arrumar”. Se tudo couber na nossa gaveta, o Contador passa a ter uma única gaveta.

Se colocássemos uma fila de 20 indivíduos em linha cada um com uma pele mais escura do que o anterior (ou vice versa), não iríamos porventura conseguir identificar onde começa o “branco” ou o “preto”. Olhar a cor sem olhar a cultura é o mesmo que olhar para uma folha de papel branca num quarto sem luz e tentar adivinhar a sua cor.

Um dia não necessitaremos do móvel Contador como o que a minha avó sempre teve na sala de estar, porque não precisaremos de ter uma etiqueta para atribuir o valor das coisas…o valor das pessoas…o valor do mundo. Não precisaremos mais de contar o que temos, mas sim de contar com todos.

Bernardo Mota Veiga

Sinopse do livro

A criança, o campo, a amizade, o sonho, o mar. A história de quem cresce e se perde num mundo de Deus, a história de quem cresce e ama, de quem cresce e não se encontra, de quem procura nos caminhos da vida, um, o seu. Um pedaço de todos nós, numa história de fé, de quando ela se perde, de quando ela se encontra, de quando ela é o mote para nos encontrarmos com o passado, presente em todos os dias dos nossos dias.

Pedro Sousa, nascido em 1971 em Viseu, cidade onde vive, casado, pai de dois filhos, autor do livro “Ócios do Tinto”, editado em 2014 e recentemente, autor do livro “ O Aprendiz de Consciência”

Como caracterizas o Aprendiz de Consciência?

É um romance poético, que fala de amor, de escolhas, de reflexões. Do amor, do amor aos pais, aos filhos, a Deus. É um livro que nos leva aos anos 70, às ruas da cidade e à vida no campo. Que nos fala da adolescência, dos sonhos de criança, da perca, das desilusões e acima de tudo da amizade e da importância que ela tem, desde a infância à fase adulta.

É uma história de conhecimento e desconhecimento, de dúvidas, da forma como olhamos o mundo e vemos a vida, e a vontade de como a queremos conquistar.

Porquê poético?

Por causa da forma de escrita. Dos rendilhados, da maneira como descrevo os personagens e as paisagens. Da forma como as palavras se repetem, de como se contradizem, dando força à ideia e acentuando a mensagem.

Desenrola-se em que ambiente?

Este livro é uma viagem. Por um lado, uma viagem pelo mundo rural. Um mundo rural de solidariedade e amizade, sempre presentes. E de sonhos pela cidade grande, de sonhos de ver o que nunca se viu e só os livros da escola nos ensinam que existem. Por outro lado, a cidade, uma outra vida, o eterno contraste, a saudade.

Alguns locais específicos?

Sim. A acção desenrola-se na aldeia de Fráguas, concelho de Vila Nova de Paiva e, na cidade de Viseu. Em Fráguas, porque é a aldeia da minha mãe e onde ia algumas vezes. Além disso pelo local lindíssimo que é, e que vale a pena visitar. E na minha cidade, Viseu. A cidade onde nasci e cresci e que neste livro tentei retratar, tanto pela descrição dos locais da minha infância, como a Rua do Comércio onde o meu avô trabalhava, a casa dos meus avós e bisavós e os jardins, de Sto. António e das Mães, o Rossio, e a igreja dos terceiros.

É um livro autobiográfico?

Não, de forma alguma. É um livro onde são retratados alguns dos locais que para mim foram importantes e que os enquadrei na história. Nem a aldeia, nem a cidade, nem os locais, estão assinalados no livro, pelo que será até nisso uma própria viagem do leitor a esses locais, tanto para os que já os conhecem, e que os podem ver com outros olhos, como para a imaginação de quem ainda não teve essa oportunidade.

Quem é o aprendiz deste romance?

O aprendiz somos todos nós, todos, e sem exceção. Às vezes é preciso reforçar essa ideia. Temos de tirar conclusões do que fazemos e dos passos que damos na vida. Essas conclusões e essas acções são o que nos vai influenciar no futuro. A forma como as entendemos, a forma como as interpretamos e o que fazemos depois com toda essa informação, isso tudo, é o resultado de quem somos.

É aí que entra a parte filosófica do livro?

Em parte sim. É no diálogo entre os personagens e a discussão de questões do dia à dia, que serão sempre as eternas discussões, como os conceitos de amizade e de amor, em todas as suas vertentes, a perca, as escolhas e Deus. O próprio papel da igreja nestas questões, e em outras, a forma como culpamos ou como nos sentimos injustiçados, a forma como vemos os outros e o mundo. Todas estas reflexões, todas estas questões estão presentes neste livro e os personagens dão voz a estas interrogações que vão sendo reflectidas em todos os momentos.

Essa poderá ser a Consciência?

Pode. Enquanto resultado de todas as reflexões, enquanto aceitação do caminho escolhido, enquanto forma de estar perante a vida, na certeza que só nós a poderemos mudar.

Quem é a personagem principal?

Este livro centra-se à volta de Clara. Uma menina e depois mulher, pela qual facilmente nos apaixonamos e dificilmente vamos esquecer. É toda a personificação da infância. Dos sonhos e da aventura, do conhecimento, do querer sempre mais e dar conta que o tempo não tem tempo para ela. É assim a Clara menina, a Clara que apenas quer ver o mar. E depois, o contraste com a Clara mulher. Mas embora o livro seja em torno de Clara, ela só pode existir porque existem outras personagens, que lhe dão força e a elevam de tal forma que a tornam a personagem principal. É marcante.

O que difere este Aprendiz de Consciência do teu primeiro livro “Ócios do Tinto”?

Tudo, (risos). Difere tudo. O “Ócios do Tinto” é um livro de riso, de comédia, de humor. Escrevi-o com o nome de Bocejo Lopes. Bocejo porque é preciso acordar e deixarmos de nos estarmos constantemente a lamentar. E o Lopes, porque é um nome do mais português que há. Também quis separar os projectos literários, até porque este nome e o próprio livro, estão associados a uma marca, Curt’Azia Beirã, que está sempre presente tanto neste como em outros projectos, como eu lhes chamo, de riso.

O livro retrata a história de uns desalinhados e trapalhões descobridores, que com base no relato de um bêbado pastor, resolvem partir para a descoberta de uns documentos antigos acerca da origem do mundo. Este é o mote para a mais desorganizada expedição alguma vez feita e como o nome indica, o Tinto não falta, (risos).

Como se passa de um género de comédia, para um romance com estes contornos?

Facilmente, (risos).

O riso está ou pelo menos deveria estar presente em todos os minutos das nossas vidas. Não ganhamos nada em andar tristes e confusos com banalidades. Eu gosto de me rir, sou uma pessoa divertida por natureza, e foi o que tentei espelhar neste “Ócios do Tinto”. É um livro que é o meu reflexo, divertido. Por outro lado, a vida também tem a sua parte mais séria, embora eu não saiba nem quero saber o que é mais sério, mas isso são outras contas, (risos), mais reflexiva, como as preocupações, os medos, os anseios. E assim, naturalmente, saiu “O Aprendiz de Consciência”, saiu do meu lado menos risonho, menos alegre.

A alegria e a tristeza estão sempre juntas…

Sempre. Uma dá mais ou menos força à outra, esperemos é que seja a alegria a sobrepor-se à tristeza.

Este livro está à disposição dos leitores em que formato e locais?

Este livro foi lançado tanto em papel como em Ebook. Encontra-se nas livrarias habituais e, em todo o mercado online das grandes cadeias, como na Amazon. Também o podemos encontrar diretamente no mercado Brasileiro.

Projetos para o futuro, podemos esperar mais lançamentos?

Claro, (risos).

Já estão alguns trabalhos em andamento e alguns conjuntos. Mas tirando esses estou já a escrever a continuação do ”Aprendiz de Consciência”, para sair para o ano, e quem sabe também a continuação do “Ócios do Tinto”. Um para o Natal e outro para o período de férias.

Continuação das histórias ou dos géneros?

Talvez as duas coisas. Depende dos personagens. Mas lá para Fevereiro digo-te, (risos).

Obrigado Pedro, foi um gosto ter-te aqui e felicidades

Obrigado eu, e felicidades também para os teus projetos

Pedro Martins Sousa, nasceu em Setembro de 1971 em Viseu, cidade onde cresceu, estudou e reside. Casado, pai de Beatriz e Pedro, publicou o seu primeiro livro, do género comédia, em 2014, com o pseudónimo Bocejo Lopes e o título, “ Ócios do Tinto”. Em 2015 foi autor na, Antologia de Poesia Contemporânea, “Entre o Sono e o Sonho” Vol. VI. O, “O Aprendiz de Consciência”, é o seu segundo livro e o seu primeiro romance.

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Sexta-feira, 15 janeiro 2016, temos o prazer de receber FRANK MAUREL em mais uma noite NB Clubbing.

FRANK MAUREL é um dos incontornáveis nomes da dance music nacional e está de regresso à cabine do NB Club Viseu, para juntamente com o nosso residente “debitar” o melhor da música electrónica. Uma noite que promete!

Uma empresa de Viseu vai arrancar em breve com um serviço onde a bicicleta é o único meio de transporte para entregar encomendas. Os proprietários do Velocafé — estabelecimento que junta a restauração e a paixão pelas bikes — querem demonstrar que mesmo numa cidade com inclinações, a bicicleta é “a melhor aliada” do cidadão.

“Se tudo correr bem, iremos avançar no primeiro trimestre deste ano. Temos connosco algumas das principais transportadores e adquirimos a bicicleta ideal para este tipo de serviço”, anunciou Nélson Martins. O serviço pode ainda ser alargado a outras empresas dentro da própria cidade que necessitem de estafetas. “Conseguimos transportar encomendas até 150 quilos”, assegurou.

“As transportadores têm interesse neste tipo de serviço, não só pela componente ecológica mas também porque lhes facilita muito o trabalho”, explicou o empresário, ele próprio um utilizador da bicicleta. “A ideia é não usar veículos poluentes, por isso as entregas também podem ser feitas a pé. Esta é uma ideia sustentável e com a qual queremos também mostrar aos viseenses que dentro da cidade é possível ter outras opções como meio de transporte”, disse.

Muita conversa e… bicicletas

O Velocafé está localizado no Mercado 2 de Maio há cerca de ano e meio. É um dos poucos estabelecimentos, fora de Lisboa e do Porto, em que todo o conceito é inspirado no mundo das bicicletas. Entre a máquina do café e as bebidas expostas atrás do balcão, nas paredes estão muitos modelos que são “novidades”: as brompton (desdobráveis e de uso citadino), as “fat bike” (de pneu largo e para pisos difíceis) e ainda outros exemplares de bicicletas de estrada ou de montanha com características únicas. Há capacetes, vestuário, selins, revistas, vídeos… A conversa também faz parte deste estabelecimento. “Criou-se aqui um ambiente em que quem cá vem é aqui que se aconselha. É aqui que se discutem modelos, preços, novidades, percursos, etc… cada cliente sai daqui com aquilo que precisa e à sua medida”, revelou o proprietário.

Quando Nélson Martins e a esposa, ambos professores, decidiram dar uma “volta” à vida e dedicarem-se em exclusivo ao estabelecimento, o risco foi assumido como “uma boa aventura”. “Estávamos convencidos de que a facturação seria conseguida por causa da parte da restauração. Mas, hoje, sessenta por cento é ‘culpa’ das bicicletas e quarenta por cento do resto”, confessou.

O casal olha agora com uma perspectiva diferente para o futuro porque “este é um conceito que ainda tem muito por onde se alargar”. Para já, fica a “satisfação” de contribuir para a “revolução” que “já se está a operar na mentalidade dos visenses”. “Andar de bicicleta é uma boa opção, mais barata, mais fácil e mais sustentável”, desafiou Nélson Martins.

Fonte:http://p3.publico.pt/actualidade/ambiente/19346/empresa-de-viseu-vai-entregar-encomendas-de-bicicleta

Sexta-feira, 8 de Janeiro 2016
Factor C Viseu – MUSIC BOX

Sábado 9 de Janeiro 2016
Factor C Viseu – QUEEN’S NIGHT PARTY

Feliz 2016 Viseu

 

Foto: Município de Viseu

Os voos regulares que ligam Bragança, Vila Real, Viseu, Cascais e Portimão têm início esta quarta-feira, 23 de dezembro. A viagem experimental será feita na véspera, 22 de dezembro.

O Presidente da Câmara Municipal de Viseu, Almeida Henriques, congratulou-se com a notícia que “confirma os compromissos assumidos pelo anterior Governo, significando um avanço na coesão territorial do país e na conectividade da cidade-região de Viseu ao Sul e ao interior Norte”.

O Aeródromo Municipal de Viseu está pronto para receber os voos depois da obra de modernização e da certificação pela Autoridade de Aviação Civil.

Fonte: http://cm-viseu.pt/index.php/using-joomla/extensions/components/content-component/article-categories/78-demo/slides/2935-aerodromo2015

Perdigão perdeu a pena, mas agora recuperou-a – e com ele outros desditados que por acaso tenham o nome de uma quinta no Dão. A pena esteve durante o fim de semana em Viseu, multiplicada por vinte. Foram os participantes num encontro literário que este ano, pela primeira vez, acompanhou um dos principais eventos com que a cidade promove o vinho da região. O “Vinhos de Inverno”, concebido segundo um modelo francês, já tinha a degustação, as provas de vinho, a sala com lareira. Tinha espectáculos, workshops e até uma taberna. Nesta segunda edição, acrescentou a literatura, chamando “Tinto No Branco” a essa parte do evento.

O ambiente no Solar do Vinho do Dão era um pouco mais avivado – barulhento, mesmo – do que o normal nos festivais literários. Não será fácil discutir regionalismo & universalidade enquanto na sala ao lado a multidão conversa e uma orquestra toca jazz. Muito menos quando a porta fica aberta. Mas é da natureza deste género de evento deixar as pessoas circularem, e os participantes fizeram em geral o que se esperava deles. À parte um ou outro que se esqueceram dos temas em debate e falaram quase só do que queriam falar (problemas de escritores, justos lamentos), conseguiu-se dizer e ouvir algo sobre um certo número de questões magnas.

Cada debate tinha por mote uma frase de Aquilino Ribeiro, escritor que Viseu anda a tentar ajudar a “desempacotar”, conforme explicou um responsável camarário. As frases não eram todas igualmente fáceis de glosar pelos vários participantes. Se algumas pareciam diretas (“O pior dos crimes é servir vinho mau…”; “O português nunca aprendeu outra coisa que não fosse rezar”), outras soavam bastante vagas (“Os meus assuntos vou buscá-los à história natural, racionalizando-os”), criando uma óbvia dificuldade que requeria bagagem literária, mas também jogo de cintura. A curta duração das conversas, obrigando à concisão, acabou por ser uma aliada, e os cálices de vinho que se viam nas mesas não devem ter prejudicado.

A literatura que fala, ou não, do país

Logo o primeiro debate, com Francisco José Viegas, José Manuel Fajardo e Manuel Carvalho, suscitou uma discussão interessante que fez refletir sobre as fronteiras entre vários tipos de escrita e sobre os motivos por que lemos. Esses temas seriam retomadas no dia seguinte por Fernando Dacosta e Patrícia Reis, com o primeiro a lembrar que os bons romances são mais escrita do que história (Saramago dixit) e a segunda a deplorar a relativa marginalização das mulheres escritoras, incluindo nos encontros literários. Uma constatação que nem a sua própria presença, e a de Diana Barroqueiro no dia seguinte – numa sessão com Pedro Almeida Vieira, outro romancista que se tem ocupado de personagens históricos – de modo algum bastou para desmentir.

Num encontro sob a tutela simbólica de Aquilino, tinha de se falar do cosmopolitanismo obsessivo e do que ele pode roubar à literatura. Coube esse debate a Alberto Santos, Manuel da Silva Ramos e João Luís Oliva. O que dantes era o francesismo – uma imitação mais ou menos desnaturada de modelos estrangeiros – parece ser agora a moda de imitar os “anglo-saxónicos”. Adotar o mercado como estímulo dominante pode levar a esquecer ou desprezar o próprio país do autor. Diversos autores exprimiram versões desta ideia ao longo do festival, embora um ou outro pudessem ser culpados desse mesmo pecado. A conversa final, entre Bruno Vieira Amaral e Karla Suarez, foi sobre um tema nominalmente diferente – a religião, formas seculares incluídas – mas no fundo nunca se andou longe dos mesmos eixos.

Pintar com vinho e café

Os debates estiveram normalmente cheios. Além deles, a agenda tinha espaço para uma mão-cheia de sessões musicais, jogos (um “blind date literário”), uma sessão chamada Poesia no Quarto Escuro, outras de magia. Paulo Galindro, ilustrador de vários livros em colaboração com escritores (o último é o belo “Uma Noite Caiu uma Estrela”, com David Machado) mostrou às crianças a arte de pintar utilizando vinho e café. Outro ilustrador e também escritor, Afonso Cruz, apresentou uma exposição bastante elogiada de retratos de escritores.

O resto foi o vinho. Paulo Moreiras, autor de “Pão & Vinho”, revisitou a sua mitologia e história numa conferência à lareira, mas o essencial estava lá fora, nas mesas rodeadas de famílias bem vestidas e animadas onde as várias marcas apresentavam os seus produtos. Sobre estes, um repórter analfabeto na matéria apenas pode dizer que o que provou lhe pareceu extremamente fino. Mais nada. A não ser, de facto, que o Perdigão lá estava, a par com muitos outros, entre tintos, brancos, espumantes, Rosé…

Fonte: Expresso

http://gazetarural.com/2015/12/08/o-pior-dos-crimes-e-servir-vinho-mau-ou-escrever-romances-que-nao-falam-do-pais/

Até 19 de dezembro, haverá novas montras de produtos, doçaria típica, animação infantil e música

Arranca amanhã, 10 de dezembro, a campanha de Natal no Mercado Municipal de Viseu. O Município recupera o mote que introduziu na primeira campanha realizada para o Mercado e desafia os viseenses com o slogan “Compre tudo o que precisa para o Natal no Mercado Municipal”.

Até 19 de dezembro há animação e atividades criativas para os mais novos e ainda música e dicas culinárias para ouvir sobre os doces tradicionais da época.

Sábado, dia 12 de dezembro, a Confeitaria Amaral irá estar presente com uma montra de produtos, entre eles sonhos e filhoses. Aqui, os mais curiosos poderão esclarecer as suas dúvidas em relação ao processo de confeção dos doces de Natal, anotar dicas e ouvir truques preciosos. Além disso, a doçaria estará também disponível para venda. Tudo isto a partir das 10 horas, no piso superior do Mercado, junto à entrada da galeria.

As habituais montras e bancas dos lojistas estarão à disposição, com diversos produtos de qualidade para a época, dos legumes aos frutos secos, dos queijos aos enchidos.

O programa encerra dia 19 de dezembro, sábado, com novas dicas culinárias. Em vésperas de Natal, a Confeitaria Amaral regressará ao Mercado, desta vez para falar do Bolo Rei, o protagonista da quadra.

A campanha de Natal integra o projeto do Município de Viseu para dinamização e revitalização do Mercado Municipal, com eventos regulares e alusivos a diferentes épocas e festividades.

Fonte: http://gazetarural.com/2015/12/09/campanha-de-natal-no-mercado-municipal-de-viseu-arranca-a-10-de-dezembro/

Se o natal é quando queremos, também pode ser onde queremos…
E este é o natal de Viseu.

fonte:https://www.facebook.com/skyphoto.pt/photos/a.186990191378281.43525.128210903922877/920428014701158/?type=3&theater